Crise hídrica no mundo: quais são as medidas adotadas?

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A escassez de água tornou-se uma realidade para a população do Distrito Federal. O racionamento ocorre há mais de um mês em algumas regiões e já atinge cerca de dois milhões de pessoas. Para se adaptarem ao corte, os moradores do DF precisaram reorganizar as rotinas e os hábitos de economia de água.

A crise hídrica é novidade na capital, mas já foi vista em diversas partes do país: é só lembrar da seca no sistema Cantareira em 2014, em São Paulo, ou do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, no ano de 2015. O acidente provocou o escape de rejeitos e afetou o Rio Doce, que abastece diversos municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. No nordeste do Brasil, a estiagem já é assunto antigo: o açude de Castanhão, o maior do Ceará, atingiu o nível mais baixo em 2016, que chegou a menos de 6% de capacidade.

Segundo dados publicados pelo jornal científico Science Advances, a estiagem já afetava 71% da população mundial em 2016, o equivalente a 4,3 bilhões de pessoas em moderada ou severa carência de água por um mês a cada ano. Dentre os países em estado mais crítico, encontram-se o Marrocos, a Líbia e a Jordânia. Na Ásia, nações como Índia e China são grandes afetados. Do outro lado do mapa, o México e a região Oeste dos Estados Unidos sofrem com o impacto da seca.  

Ao redor do mundo, soluções diferentes são adotadas. O ano de 2013 foi o mais seco em 120 anos no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Com o agravamento da crise, as autoridades aprovaram em 2015 o primeiro racionamento em áreas urbanas do estado. Uma das medidas tomadas foi a substituição dos gramados das prefeituras por  jardins que sobrevivem às secas, para que não ocorresse a irrigação desnecessária. Houve também incentivo para a troca de encanamentos antigos por tubulações que poupam mais água.

Em 2007, a Semana Mundial da Água premiou Cingapura por sua excelência na administração de políticas hídricas. Entre as décadas de 60 e 70, a nação passava por escassez e poluição de água. Hoje, com seu trabalho na limpeza de rios, reciclagem e dessalinização da água do mar, Cingapura é exemplo para o mundo.

Além dessas, existem outras formas de combater a crise. As de custo mais alto são a reciclagem de água, a troca de encanamentos antigos, a despoluição, a abertura de novos sistemas e a transposição de rios. Estas medidas foram adotadas por países como Israel, Japão, Coreia do Sul, Austrália, China e até pelo Brasil. Dentre as medidas mais econômicas, estão o racionamento, os descontos e punições e a reserva de água da chuva, todas já praticadas no Brasil.

A mudança de hábitos também auxilia na redução do gasto de água e deve ser tomada por toda a população. A conscientização é necessária para preservar e garantir um futuro melhor para todos. O blog Seleções deu algumas dicas para a redução dos gastos, e provou que é fácil economizar no dia a dia. Como você faz a sua parte?

Texto por Rebeca Borges
Arte por Camila Alves

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1 comentário Adicione o seu

  1. Paulo Roberto Silva disse:

    Gostei da matéria. Além das dicas importantes para conscientizar a população acerca do racionamento de água, demonstra que países mais pobres que o Brasil conseguem driblar o problema de escassez desse “tesouro” com ações simples e de baixo custo.
    Acredito que se cada brasileiro , e especialmente cada brasiliense fizer a sua parte, é possível amenizar o grande problema porque passa o Brasil, e de modo especial o Distrito Federal.
    Parabéns, Rebeca Borges!

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