Que tal uma vida melhor?

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Não existem regras ou receitas para ter uma vida boa. Muito pelo contrário, cada dia é praticamente um chute, mais ou menos igual àqueles das provas de fim de semestre em que não tivemos muito tempo de estudar. Às vezes, tudo dá certo e você consegue a aprovação. Outras vezes… Bem, outras vezes, a bola bate na trave – ou passa a dez metros dela.

Tentar e não conseguir faz parte da vida. Porém, isso não significa que você precisa errar todos os pênaltis. Lembre-se que até os melhores e mais experientes jogadores de futebol do mundo têm técnicas para uma mira mais precisa.

Por isso, a Facto separou três importantes dicas sobre como viver melhor – consigo mesmo e em sociedade. São técnicas de diversos estudiosos do assunto, que irão fazer suas ações diárias serem menos bolas na trave, e mais gols.

Não se preocupe, uma delas irá englobar não fazer trocadilhos sobre futebol.

Discussões? Não vão mudar nada

Pense em uma situação em que você estava absolutamente certo sobre alguma coisa e seria capaz de apostar todas as fichas, até a própria vida, na certeza daquilo. Essas situações acontecem com certa frequência na vida de alguns, não é mesmo?

Dentro de uma discussão, muitas vezes haverá uma ou outra pessoa que vai insistir contra as apostas que você fez. Independentemente de quem está correto, dentro desse embate de certezas e incertezas, algo se sobressai: a própria discussão. O grande problema dela não está em tentar provar que você está certo – existem vários meios para se fazer isso –, mas sim que o outro errou.

A ideia do escritor norte-americano Dale Carnegie sobre esse assunto, em seu livro How to win friends and influence people, é simples: “Nunca comece dizendo ‘vou provar isso ou aquilo’. Isso não é bom. Equivale a dizer ‘sou mais inteligente que você, vou dizer-lhe uma coisa ou duas e mudar a sua opinião’. Isso faz com que o ouvinte sinta vontade de discutir com você”.

Parta do princípio de que você nem sempre estará certo – mesmo com toda a razão – e, se mesmo assim você achar que pode ganhar na loteria com essas apostas, pare e pense que outras pessoas ao redor podem ter a mesma fé, só que em suas próprias teorias. Discutir poderá fazer todos perderem os bilhetes.

Por isso, a regra número um para uma vida mais pacífica passa pelo princípio de nunca discutir.

Entenda suas falhas

Agora que já fizemos a resolução de ano novo de discutir menos, podemos aprofundar as sugestões para uma vida mais plena. A segunda dica da lista está relacionada ao momento de perceber as nossas próprias falhas.

Essa é a principal proposta do jornalista inglês David Robson, da BBC britânica, no artigo How not to be stupid. Em conjunto com o pesquisador Robert Sternberg, da Universidade de Cornell, Robson lembra que muitas pessoas se prendem dentro de uma ilusão de superioridade, que acaba por trazer mais danos do que vantagens.

Mas não se preocupe, esse problema não é uma exceção na vida de apenas alguns. Como lembra Robson: “O fato é que todos nós sofremos de algum viés inconsciente que atrapalha nossas decisões, desde sobre comprar uma casa até a nossa opinião sobre o conflito na Crimeia”.

Esse viés comentado por Robson, nada mais é do que uma predisposição a achar que nossas ações têm de ser melhores – ou pelo menos tão boas quanto – que as das outras pessoas. Nessa tentativa de ser o melhor, às vezes tomamos as piores decisões para nós mesmos, na esperança de que elas sejam as melhores perante o julgamento dos outros.

Saiba qual é o seu andar

Se a vida fosse um prédio e os andares fossem os estágios de evolução dela, em que andar seu elevador pararia?

Esse é o principal questionamento do palestrante do Brasilideia (portal de disseminação de conceitos on-line) Roberto Guimarães. Em uma metáfora simples, ele explica que os primeiros andares do prédio representam a ansiedade de um morador que vive perto de barulho, de confusões da rua e da bagunça dos vizinhos. Os residentes dos níveis intermediários têm mais sossego, mas não vivem a vida perfeita. Já os inquilinos dos andares superiores, aproveitam a vista da cidade em paz.

A metáfora serve para mostrar a importância de saber em que andar cada um está. Afinal, esse é o primeiro passo para mudá-lo – ou não. Guimarães explica: “Qual é o macete? Sabendo onde você mora nesse edifício, você poderá mudar o jeito como você leva sua vida”.

Vidas não são prédios em que é só pegar um elevador e você já está em outro piso, mas o importante é perceber que você pode fazer essa mudança tão rápido quanto o necessário.

Que tal aproveitar essas dicas e conseguir o tão esperado gol de placa, dessa vez na vida?

Texto por Ronayre Nunes
Arte por Daniela Franca

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