Simulações: o futuro da educação

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As Simulações são projetos organizados em maioria por instituições, como a empresa Internationali Negotia, por alunos de graduação da Universidade de Brasília e outros. Seguindo os modelos da Organização das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais brasileiros – judiciário, legislativo, empresarial e a imprensa –, as simulações tem o propósito de reunir estudantes de ensino médio, fundamental e até universitários para debater assuntos atuais de relevância global.

A importância de simular é o engajamento político e social que a experiência proporciona. “Os alunos saem do espaço escolar para falar de temas que não se abordam nas escolas. As simulações fazem os alunos entrarem no contexto, eles participam da dinâmica”, conta Henrique Assi, Diretor de Marketing do G8 – grupo composto pelos oito melhores delegados selecionados no Modelo Internacional Brasileiro (MIB).

Henrique parte do princípio que existem vários tipo de educação e as simulações conseguem abordar grande parte delas. “Além da questão da oratória e da retórica, temos a educação acadêmica, a questão do estudo, da pesquisa. É importantíssimo para o delegado, porque dentro da escola eles não têm esse espaço para buscar, para correr atrás da informação e criar uma argumentação baseada nisso. Agora na educação social, eles passam a presenciar aquele momento de outros olhos, eles deixam de ser estudantes para se tornarem diplomatas, ministros, políticos e, por isso, passam a entender aquele contexto verdadeiramente, porque eles estão o modificando. Isso dá empoderamento ao estudante, possibilita que ele mude o contexto e que ele compreenda a sociedade e participe”, relata Assi.

Além disso, ainda existem projetos de simulações, como a InterNations, que tem como principal objetivo incluir estudantes de escolas públicas, por meio de descontos ou até isenção total da taxa, e alunos das Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs). Jehdai Pimentel, Gestor da InterNations 2016, expõe o objetivo do projeto: “O propósito da InterNations é principalmente social. Além de ter toda a questão do estudo e da preparação para vida, ela tem esse quesito social. Normalmente as pessoas de escola pública não tem chance nenhuma de participar de um projeto desse, de crescer profissionalmente ou de ter uma experiência maravilhosa que é essa de simular. Então a gente conseguiu montar um esquema, tanto financeiro quanto comunitário, para conseguir levar esse projeto para pessoas que não teriam essa oportunidade”, explica.

Além de melhorar a postura, a oratória e complementar a educação dos estudantes, as simulações são um espaço lúdico que desenvolve habilidades e ajuda na escolha profissional. Prisley Suze, estudante do ensino médio do Censo – Setor Oeste, foi convencida por amigos a participar. Depois da primeira simulação, afirma que nunca mais parou. “Eu comecei a ficar um pouco mais crítica e ver os dois lados do problema. Aprendi a falar melhor e ter uma posição melhor diante das discussões”.

E você, já participou de alguma simulação?

Arte por Raissa Monnerat

Texto por Geovanna Gravia

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