Saia da sua zona de conforto!

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Com as rápidas mudanças nos negócios, tem sido necessária a criação de diferentes abordagens. Ao buscar novas formas de inovação, surgiu o Design Thinking – DT. Entretanto, não se engane! Embora o nome tenha design no meio, essa tendência não é usada apenas pelos profissionais da criatividade, a inspiração veio deles, porém ela pode e deve ser utilizada por várias áreas de atuação. Mas afinal, o que é o Design Thinking?Segundo Lígia Fascioni, palestrante, consultora de empresas e ministrante de cursos de graduação e pós-graduação: “O termo foi criado por Tim Brown, CEO da Ideo, para conseguir expressar a diferença entre ser designer e pensar como um. O Design Thinking é uma ferramenta usada para inovar; é uma abordagem predominantemente de gestão, que se vale de técnicas que os designers usam para resolver problemas”. Resumindo, é uma forma de solucionar adversidades de modo inovador com foco nas pessoas, multidisciplinaridade e colaboração.

O DT não é uma formula mágica de solucionar inconvenientes e, sim, uma estratégia de pensamento que pode gerar soluções por meio de testes e trabalho colaborativo. O modo de refletir do designer faz com que ele crie uma equipe multidisciplinar, para as diferentes áreas perceberem e interpretarem o problema de ângulos distintos; então, assim surgem as ideias inovadoras. Além do mais, o designer sempre está aberto a novos caminhos e direcionamentos, o que leva a uma percepção mais ampla, ou seja, ele pensa “fora da caixa”.

De acordo com o livro “Design Thinking – Inovação em negócios” de Maurício Vianna, existem etapas para solucionar problemas com o DT, são elas:

  1. Imersão: é momento em que a equipe se reúne para conhecer a fundo o problema e se divide em duas.
    • Preliminar: é quando se aproximam do transtorno e são feitos estudos para recolher insumos para outras etapas.
    • Profundidade: o foco é o assunto e as pessoas, nela é realizado o planejamento de pesquisa e são feitas perguntas como: o que as pessoas falam? Como agem? O que pensam? Como se sentem? O método adotado para o projeto pode ser escolhido, por exemplo, os cadernos de sensibilização, maneiras de adquirir informações sobre as pessoas e seus universos.
  2. Análise e síntese: ocorre quando as informações obtidas na imersão podem ser organizadas de maneira visual e de fácil acesso, assim são dividas de forma coerente para os designers compreenderem o problema. Consequentemente, eles descobrem qual o motivo da adversidade e pensam em possíveis soluções.
  3. Ideação: funciona como um brainstorming e é a hora de deixar a criatividade fluir e falar mais alto, nesse momento julgamentos não são válidos e todas as ideias são consideradas. Nessa fase é interessante juntar a equipe de designers, o cliente ou os funcionários envolvidos com o problema para o resultado final ser mais completo.
  4. Prototipação: é o passo no qual você transforma as ideias em algo palpável ou visual, pode ser um varal com desenhos de sonhos pregados ou um gráfico no computador. É importante para validar a solução em frente ao público para não ter prejuízos e otimizar custos.

Contudo, não pense que elas seguem uma ordem, pois cada projeto tem sua particularidade e é justamente essa diferença que indica o caminho que será seguido. Portanto, a análise e síntese pode começar antes ou ocorrer ao mesmo tempo que a imersão. E aí, vai ficar de fora dessa? Inove e seja a diferença no seu trabalho!

Arte por Ana Luiza Padilha

Texto por Dayla Suênia

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