Os 15 minutos de fama do jornalista

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Por Ana Gabriela Braz

Toda profissão tem seu dia de glamour, de trajes elegantes e brindes com champanhe. É fundamental prestigiar e reconhecer o trabalho dos melhores profissionais do ano e não há melhor forma de fazê-lo do que premiando seus esforços. Em geral, as premiações se dão em forma de grandes eventos. O Oscar, por exemplo, contempla os melhores da cinematografia; para os cientistas, existe o Prêmio Nobel e, para os atletas, as Olimpíadas.

No jornalismo não é diferente. O Prêmio Pulitzer de Jornalismo foi criado em 1917, em homenagem a Joseph Pulitzer, jornalista húngaro-americano idealizador da premiação. Ele foi considerado um dos melhores editores de sua época e o primeiro a cobrar a existência de um curso específico para a área. O prêmio possui 14 categorias, dentre elas “melhor furo de notícia”, “melhor fotografia jornalística” e “melhor reportagem internacional”.

O evento é realizado pela Universidade de Columbia, em Nova York, e premia apenas publicações de jornais norte-americanos, sendo que seus autores podem ter outras nacionalidades. Dramaturgos, músicos e escritores também precisam ser norte-americanos para participar, exceto se suas obras se referirem à história dos Estados Unidos. Neste caso, podem se inscrever independente da nacionalidade.

Cartaz do 57º Prêmio Esso de Jornalismo, na categoria Telejornalismo
Cartaz do 57º Prêmio Esso de Jornalismo, na categoria Telejornalismo

No Brasil, dois prêmios se destacam: o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. O primeiro é anual e de maior notoriedade, com 58 edições ininterruptas. Nele, 11 categorias são destinadas a trabalhos em mídia impressa. Além delas, existem outras duas: a de “melhor reportagem” e “melhor matéria telejornalística”. Além de um certificado, os vencedores ganham prêmios em dinheiro que chegam a 30 mil reais. O evento é realizado pela Esso Brasileira de Petróleo.

Já o Prêmio Vladimir Herzog foi nomeado em homenagem ao próprio jornalista, símbolo da liberdade de expressão e de imprensa durante a ditadura militar brasileira. Criado em 1978, o prêmio, durante os primeiros anos, permitia a participação de outros países da América Latina, pois, naquelas edições, nossos vizinhos também viviam sistemas ditatoriais e sofriam com a política opressora.

Prêmio Vladimir Herzog 2013
Prêmio Vladimir Herzog 2013

Após a redemocratização brasileira, as premiações se concentraram no âmbito nacional, porém permaneceram a responsabilidade social e o compromisso com os direitos humanos, características do prêmio. A premiação possui nove categorias que abrangem TV, rádio, internet e impresso. Ao contrário do Prêmio Esso, os ganhadores não recebem nenhuma quantia em dinheiro.

Mais que certificados, dinheiro, medalhas de ouro ou 15 minutos de fama, a maior motivação dos jornalistas é o reconhecimento profissional. A rotina corrida, as discussões de pauta e a busca pela fotografia perfeita são detalhes. A recompensa está no prestígio de fazer parte de acontecimentos que mudam a história. E claro, poder falar “Eu ganhei um Pulitzer”!

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