Jornalismo e mercado de trabalho em Brasília

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O curso de jornalismo em Brasília é muito cobiçado por alunos que querem entrar no ensino superior. Na Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, o número de inscritos foi, de acordo com o CESPE, de 34,85 candidatos por vaga no último vestibular. Mas, será que os futuros calouros sabem como é o mercado em Brasília e quais são as oportunidades oferecidas pela cidade?

Como capital e centro político do país, não é possível não imaginar seguir carreira no jornalismo político. Rádio, TV, impresso e web estão atentos a qualquer movimentação no Congresso Nacional, tribunais e Palácios. Nesses espaços, ocorrem fatos que movimentam a vida do Brasil, como escândalos, votações e acordos nacionais e internacionais. O furo é constante!

Ainda dentro do campo político, áreas muito atraentes em termos financeiros são a participação em campanhas em época de eleição e assessoria fixa de pessoa pública. Porém, há alguns jornalistas que dizem que isso pode ser negativo, pois a imagem do jornalista pode ser confundida com a do político.

Além desses campos de atuação, Brasília também possui áreas como cultura, esporte e economia, que atraem muitos profissionais. Conversamos com três jornalistas de diferentes editorias para entender um pouco melhor a rotina de cada uma delas:

Esportes: Para Gustavo Marcondes, do Correio Braziliense, a editoria de esportes é das mais rígidas. Enquanto outras editorias do Correio possuem plantões a cada três finais de semana, na de esporte, ele ocorre a cada dois. “Os jornalistas não possuem horário fixo, trabalham de acordo com o horário da pauta do dia”, afirma Gustavo. Ele também relatou que o leitor de Brasília está muito ligado às corridas de rua, já que o futebol brasiliense está em baixa – tanto o time Brasiliense quanto o Gama estão abaixo da Série B. Assim, as pautas mais comuns são de corridas e esportes no Lago Paranoá, como wakeboard e vela. Reportagens sobre atletas de destaque da cidade também são frequentes no jornal, e com isso, o fluxo de trabalho é alto.

Cultura: Segundo José Carlos Vieira, do Correio Braziliense, a editoria de cultura é dividida em áreas como cinema, música, teatro e literatura. Para ser dessa editoria é preciso, além de saber um pouco de cada assunto, ter afinidade maior com algum deles para ter propriedade ao falar. Os espaços mais frequentes nas apurações desses jornalistas são bares e casas de show, pois o Correio recebe convites para entrevistar personalidades ou cobrir eventos. O jornalista cultural também tem papel de criticar e avaliar qualquer tipo de acontecimento cultural. A rotina é árdua e muitas vezes com plantões em horários diferentes de um trabalhador comum.

Economia: Gabriela Valente, do jornal O Globo, disse que a rotina da editoria de economia é uma das mais diferentes. Ela nos contou que fica durante toda a semana no Banco Central para cobrir tudo o que acontece por lá, e comparece apenas uma vez à redação para a reunião de pauta. Juros bancários, contas públicas e contas externas estão na lista de pautas da jornalista. Para ela, ter atenção é fundamental.

Além do espaço tradicional de atuação como redações, estúdios e editorias, os recém-formados podem trabalhar também em instituições de ensino, ou seja, na parte acadêmica. Pesquisar e apresentar novos resultados científicos pode não ser mais um hobby de estudiosos, pois a remuneração para estes serviços está cada vez melhor. No caso da UnB, de acordo com o portal UnB Agência, os salários de professores estão na faixa de 7 a 12 mil reais por mês.

Para obter mais informações sobre a rotina de um jornalista e se realmente é essa profissão a seguir, confira o vídeo abaixo:

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